Histórias reais: “Eu não precisava caminhar sozinho”
O relato de quem adiou a terapia por anos, encontrou um profissional pelo valor social e conta o que mudou em seis meses.
Por Depoimento concedido à Cuidar Conecta · 4 de agosto de 2026 · 6 min de leitura

“Eu tinha uma lista de motivos para não começar: não tenho dinheiro, não tenho tempo, não é tão grave assim. Passei quatro anos repetindo essa lista. O que me fez procurar foi uma coisa pequena: meu filho de seis anos começou a me perguntar por que eu vivia cansada.”
O primeiro obstáculo real foi o valor. Foi quando ela descobriu a possibilidade de atendimento social — sessões gratuitas oferecidas por profissionais que reservam parte da agenda para isso. “Eu achava que aquilo era para um outro tipo de pessoa. Não é. É para quem precisa, e eu precisava.”
As primeiras semanas
“As três primeiras sessões foram estranhas, eu falava muito e chorava no caminho de casa. Depois percebi que estava dormindo melhor. Não foi um raio, foi uma escada: cada semana eu subia um degrau que eu não via.”
O que mudou em seis meses
- Conseguiu conversar com o chefe sobre a carga de trabalho sem pedir desculpas por existir.
- Retomou o hábito de ler, que havia abandonado desde o nascimento do filho.
- Aprendeu a nomear o cansaço antes de chegar ao limite.
- Passou a dizer “preciso de ajuda” em casa — e a recebeu.
“Você não precisa caminhar sozinho.”
Depoimento concedido com autorização, com identificação preservada a pedido da entrevistada.
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